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5 de setembro de 2010

20/9/2009 15:27:54 Últimas Notícias

Secretário do Conselho Pontifício para os Migrantes abre 3º encontro da Mobilidade Humana

“Acolhida e mobilidade humana”. Este foi o tema do 3º Encontro Nacional das Pastorais da Mobilidade Humana, realizado no Centro Cultural Missionário, em Brasília, nos dias 16 a 18. Convidado especial, o secretário do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, fez a conferência de abertura do encontro, na sede da CNBB.

Segundo o secretário, a pastoral da acolhida é a pastoral específica do fenômeno migratório que contribui para tornar visível a “autêntica fisionomia da Igreja” porque coloca “em contato entre si pessoas de diferentes nacionalidades, etnias e religiões. “Na acolhida eclesial, se oferece aos migrantes católicos a oportunidade privilegiada, embora frequentemente dolorosa, de alcançar um maior sentido de pertença à Igreja”, disse o secretário. “A base desta pastoral será uma cultura de acolhida”, sublinhou, citando o documento A caridade de Cristo para os Migrantes, publicado pelo Conselho Pontifício em 2004.

O bispo responsável pelo Setor das Pastorais da Mobilidade Humana da CNBB, d, destaca que a Pastoral nasce do acompanhamento dos migrantes católicos, mas se estende a todos. “Trabalhamos nossos agentes para que tenham atenção aos casos em que as pessoas tenham feridas sua dignidade e sua liberdade. Atendemos a todos, não importa sua origem, seu destino, suas convicções religiosas, nem as razões de sua mobilidade”, explica dom Maurício. De acordo com o arcebispo, a grande preocupação da Igreja, no momento, em relação à mobilidade humana, é com o tráfico de pessoas.

Guia Pastoral

Um livro contendo orientações para os agentes das Pastorais da Mobilidade Humana foi lançado na abertura do encontro. “O livro é um guia para formar os agentes da Mobilidade Humana. Serve também de orientação aos párocos e bispos”, disse dom Maurício.

O Setor da Mobilidade Humana foi criado em 2004 e reúne várias pastorais que já existiam atendendo aos Migrantes e Itinerantes. Na categoria de Migrantes estão tanto os brasileiros que vão para o exterior em busca de trabalho ou estudo, quanto os estrangeiros que vêm para o Brasil com o mesmo fim. Segundo dom Maurício, há pelo menos 5 milhões de brasileiros no exterior. Já os Itinerantes são caracterizados pela sua mobilidade. “Os Itinerantes não são migrantes porque não se mudam de país. Estão apenas em movimento como os nômades e pessoas cujo trabalho é a mobilidade como os parquistas, marítimos, aeroviários, circenses e turistas”, esclarece o arcebispo.

Anistia

Em julho, o presidente Lula sancionou a Lei da Anistia Migratória, permitindo que todos os estrangeiros que estejam em situação irregular e tenham entrado no Brasil até o dia 1º de fevereiro deste ano regularizem sua situação e tenham liberdade de circulação, direito de trabalhar, acesso à saúde e educação públicas e à Justiça. De acordo com dom Maurício, até agora, 11 mil já regularizaram sua situação. A expectativa do arcebispo é de que pelo menos 80 mil recorram à nova lei. “Se todos procurassem regularizar sua situação, chegaríamos a 300 mil”, observou.

Fonte: CNBB


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